GEOGRAFIA
Espaço perceptivo ou espaço da ação são as primeiras noções de espaço: ao lado, perto, longe, dentro, fora, em cima, embaixo. Esse é o espaço prático, construído por meio dos sentidos e de seus próprios deslocamentos. Nessa fase é preciso dar possibilidade para que a criança explore e ocupe o espaço com o próprio corpo. Por isso ela precisa engatinhar, rastejar, subir, descer, descer, ir a um lugar à sua frente, voltar etc.
Espaço representativo tem início com o aparecimento da função simbólica, quando a criança já é capaz de pensar sobre coisas ausentes, ocorre com o surgimento da linguagem, a criança se torna capaz de substituir uma ação por um símbolo, torna-se capaz de interiorizar as ações (saber falar sobre os espaços, desenhá-los). Essa fase se subdivide em duas:
Espaço intuitivo: as representações que a criança faz são ainda estáticas e irreversíveis. Quando ordena objetos – cartões coloridos, por exemplo – em uma sequência de cores, não é capaz de representa-los na ordem inversa.
Espaço operatório: a capacidade de fazer representações se torna móvel e reversível. Por exemplo: é capaz de traças um trajeto para ir de um ponto ao outro e representar a inversão desse trajeto.
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Fazer com que a criança construa o conceito de espaço compreendendo-o como construção do homem em um determinado tempo e em uma determinada sociedade. Tornando-a capaz de perceber que as transformações e conquistas socioculturais e econômicas que ocorrem nesses espaços não são usufruídas por todos e que cada um, de acordo com suas possibilidades, deve colaborar para a democratização dessas conquistas.
A construção do conceito de espaço permite à criança operar com as realizações espaciais e entender as diferentes categorias de análise geográfica (território, paisagem e lugar).