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2 A passagem da comunidade medieval a sociedade moderna
2.1 Reforma protestante
2.2 Contrato Social
Entender/explicar os exemplos
Para Hegel, as relações sociais determinam a vida ética ou moral dos indivíduos, pois somos seres históricos e culturais. Neste caso, não é a “forma” como coloca Kant e Rousseau, e sim “um conjunto de conteúdos” determinados como: fins, valores e normas, diferenciadas de acordo com a época, a cultura e a sociedade vigente. Hegel coloca ainda que tais conteúdos determinados, são válidos apenas para uma determinada formação histórica. O fato é que, para Hegel, sujeito moral é aquele que interioriza espontaneamente as leis de sua sociedade, e que a vida ética é o acordo e a harmonia entre a vontade subjetiva do sujeito, compreendendo suas relações pessoais, e a vontade objetiva das instituições, compreendendo as relações sociais. Neste caso, a moralidade é o conteúdo determinado por determinada sociedade, que varia de acordo com a época e a cultura; e quando esta moralidade entra em crise, surgi uma “nova moralidade”, ou seja, um novo acordo entre a vontade subjetiva individual e a “totalidade ética” ou a vontade objetiva das instituições. A crise da moralidade é a ruptura deste acordo, e essa crise de acordo com Hegel é perceptível, pois a sociedade em crise passa a contestar sua moralidade vigente e a transgredi-la. É o que acontece no caso dos dois exemplos destacados por Chauí (2003), em ambas as passagens, ocorrem à ruptura de seus acordos internos e o nascimento de uma nova moralidade. Na passagem da Aristocracia à Democracia, na Grécia, é possível constatar essa crise, a partir do conflito entre Antígona (Aristocrata – representando as relações pessoais) e Creonte (Democrata – representando as relações sociais), um dirigente político que acusa Polinice, irmão de Antígona, de traição política. Por causa dessa