Fichamento de O Sublime segundo Burke
Burke nesta investigação procura formular pontes ou abismos para as definições do belo e do sublime entre os campos da estética e da razão. Neste método de pesquisa o autor reflete de acordo com as áreas emocionais, visuais, racionais e aspectos físicos para comprovar suas ideias. De uma introdução baseada nas questões sobre o gosto individual e gosto comum, passa por um exame dentro do âmago sobre o que incita o ser humano desde suas paixões ao terror e procura em elementos físicos visuais a explicação causal de tais reações serem consideradas por ele sublimes.
Primeiramente, faz considerações sobre o gosto partindo da simples e conhecida questão deste ser um assunto discutível ou não. Para Burke, como cada ser humano nasce e tem por essência certo gosto que é modelado com o passar do tempo pode-se discuti-lo como retórica de tentar aprofundar o gosto natural de forma correta, posto que os homens sejam guiados por diferentes princípios. Estas inclinações pessoais que afetam a imaginação, segundo o investigador, são tão comuns e fundamentadas que se relacionam intimamente nos sentidos, na razão, na imaginação e no juízo fornecendo dados para a sapiência do preferir algo. Aquilo que há de mais natural no gosto é comum a todo ser humano, mesmo em meio as divergências segundo as paixões. Portanto, não há diferença na maneira como são afetados nem quanto às origens que nos impressionam, mas divergem no quesito de grau, seja com uma sensibilidade maior ou com um olhar mais apurado.
O sublime em si não pode ser explicado sem primeiro exaltar e conhecer as ações das paixões e das sensações que os cercam. O ser humano naturalmente tem curiosidade, e esta atua constantemente gerando ansiedade e inquietude, mesclando-se assim com todos os afetos. Há diante disto, este desejo pelo curioso que age no espírito humano cria efeitos de prazer e satisfação de acordo com