Efeito educação financeira no processo de tomada de decisões em investimentos
EFEITO EDUCAÇÃO FINANCEIRA NO PROCESSO DE TOMADA DE DECISÕES
EM INVESTIMENTOS: UM ESTUDO A LUZ DAS FINANÇAS
COMPORTAMENTAIS
Pablo Rogers
Doutorando em Administração FEA/USP
Professor de Finanças e Contabilidade da Universidade Federal de Viçosa, Departamento de
Administração: R. P/H Rolfs s/n Campus Universitário, Viçosa-MG, CEP: 36570-000
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E-mail: pablo@ufv.br
Verônica Favato
Doutorando em Administração FGV/SP
R: Frei Caneca 348, ap. 74, Consolação, São Paulo-SP, CEP: 01307-000
Telefone: (11) 3061-1751
E-mail: veronica.silva@gvmail.br
José Roberto Securato
Doutor em Administração FEA/USP
Professor Titular de Finanças da FEA/USP e PUC/SP: R. Navarro de Andrade, 152,
Pinheiros, São Paulo-SP, CEP: 05418-020
Telefone: (11) 3894-5005
E-mail: securato@usp.br
RESUMO
Autores relacionados às Finanças Comportamentais colocam que os indivíduos possuem limitações em sua capacidade de exercer plenamente a racionalidade, afetando o processo de tomada de decisões em investimentos. Estudos realizados por psicólogos mostram que o viés permanece mesmo em situações em que aos indivíduos são oferecidos fortes incentivos, grande conhecimento a respeito da situação apresentada, melhores oportunidades de aprendizado, entre outras condições que deveriam atenuar a ocorrência de erros sistemáticos na tomada de decisões. Pioneiramente, esse artigo teve como objetivo replicar a investigação empírica do artigo seminal de Kahneman e Tversky (1979), que aborda a Teoria do Prospecto e que constitui a base de Finanças Comportamentais, em dois grupos distintos: 1) GRUPO 1, que teoricamente são de pessoas com um baixo nível de instrução financeira; e 2) GRUPO 2 em que os respondentes têm um conceitual mais sólido de finanças. O questionário da pesquisa foi aplicado em 186 respondentes e o intuito foi investigar se indivíduos que possuem melhor instrução e educação financeira apresentam menos erros sistemáticos no processo de tomada de