EDUCAÇÃO FÍSICA NOS ANOS 80
Ao analisarmos o processo histórico da Educação Física no Brasil, percebemos que a mesma teve várias tendências que foram mudando no decorrer dos anos, sob a influência de várias áreas como: a médica, a militar e a esportiva (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).
Em 1971, a educação física ganha espaço como atividade que, por seus meios, processos e técnicas, desenvolve e aprimora forças físicas, morais, cívicas, psíquicas e sociais do educando. Sendo que a ênfase dada à aptidão física, a torna referência fundamental para planejar, controlar e avaliar (GALLARDO, 2000). Mas, na década de 80 começaram a haver contestações a respeito desta aptidão física, pois o Brasil não se tornou uma nação olímpica nem aumentou o número de praticantes de atividades físicas. Isto acarretou uma crise de identidade na Educação Física escolar, fazendo com que a mesma que prioriza o ensino de 5a a 8a série, ampliasse e priorizasse o ensino a partir da pré-escola (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1997).
A História da regulamentação da profissão de Educação Física no Brasil teve início nos anos quarenta. A iniciativa partiu das Associações dos Professores de Educação Física – APEF´s. Pode ser dividida em três fases:
• Primeira relacionada aos profissionais que manifestavam e/ou escreviam a respeito desta necessidade, sem contudo desenvolver ação nesse sentido;
• Segunda na década de 80 quando tramitou o projeto de lei relativo à regulamentação sendo vetado pelo Presidente da República.
• Terceira vinculada ao processo de regulamentação aprovado pelo Congresso e promulgado pelo Presidente da República em 01/09/98, publicado no Diário Oficial de 02/09/98.
A regulamentação da categoria profissional, algo debatido e discutido desde os anos 50 em diversos eventos, pelos formadores de opinião, pelos notáveis da área e pelas IES, tendo se transformado em ação efetiva apenas a partir da década de 80, quando então encontramos a questão da