Dialise peritonial ambulatorial
Isaac Rosa Marques
Docente do Curso de Graduação em Enfermagem. Orientador. RESUMO Os avanços atuais no tratamento da Insuficiência Renal Crônica permitem maior sobrevida a pacientes portadores desta doença. A enfermagem está envolvida na assistência destes pacientes, bem como nas complicações decorrentes da Diálise Peritoneal. Este estudo teve como objetivo descrever as principais complicações que ocorrem na Diálise Peritoneal, vinculando-as com a assistência de enfermagem. Trata-se de uma revisão bibliográfica baseada na consulta à Base de Dados LILACS, usando-se expressões de pesquisa pertinentes ao tema. Resultados demonstraram que as principais complicações são: a peritonite, a infecção e as complicações mecânicas. Estas complicações envolvem diretamente a assistência de enfermagem e podem ser reduzidas com cuidados específicos. Descritores: Insuficiência Renal Crônica; Diálise Renal; Diálise Peritoneal; Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua.
Trajano JS, Marques IR. Assistência de enfermagem na diálise peritoneal ambulatorial e hospitalar. Rev Enferm UNISA 2005; 6: 53-7.
INTRODUÇÃO Até há poucas décadas, a Insuficiência Renal Crônica (IRC) significava morte. Apesar dos investimentos em pesquisas e de considerável alteração do modo de vida do paciente, foram os variados métodos de diálise que modificaram a história natural desta enfermidade tendo como repercussão a melhora substancial no prognóstico da mesma. Quando a diálise tornou-se disponível, a preocupação era quase que exclusivamente sobre prolongamento da sobrevida, mas atualmente as atenções têm sido centradas também na qualidade desta sobrevida(1). Dentre as terapêuticas indicadas para prolongar a sobrevida, a diálise peritoneal (DP) é considerada como um método efetivo para tratar pacientes com IRC, porém ainda está associada a um número significativo de complicações(2). Devido o tratamento requerer uma abordagem