Danielle Bornia
ICHF – Departamento de Sociologia
Sociologia de Bourdieu
Professora: Letícia Veloso
Danielle Bornia de Castro
Análise da Meritocracia na Rede Estadual de Educação do Rio de Janeiro à luz de Bourdieu
Este trabalho apresentado ao final da disciplina sociologia de Bourdieu, tem como objetivo utilizar a produção teórica do autor estudada ao longo do curso para analisar o modelo da Meritocracia, implementado na rede estadual de educação do Rio de Janeiro, expresso no Plano de Metas da Secretaria Estadual de Educação (SEEDUC). Esta forma de gestão foi implementada em Nova York de 2007 a 2010 e suspensa porque um estudo concluiu que os bônus não tiveram os efeitos desejados no desempenho dos estudantes e também que “não houve evidência consistente de que o programa motivou os professores a mudarem suas práticas ou de que continuá-lo melhoraria os resultados”.1
Também vem sendo criticada entre os próprios fundadores destas políticas. Um dos teóricos do gerencialismo americano, Edward Demming, citado em Amaral (2010), escreveu sobre o que chama de “doenças” mortais que afetam a produtividade das empresas, entre elas as campanhas com base em imposição de metas; a administração por objetivos com base em indicadores quantitativos; a classificação dos trabalhadores em ranking de produção ou desempenho; a avaliação individual por desempenho, classificação por mérito ou revisão anual de desempenho; a gestão com base nos aspectos quantitativos. Desde 2011 os profissionais de educação do estado tem feito questionamentos ao Plano de Metas e à Meritocracia, implementados pelo economista Wilson Risolia, secretário de educação.
O que é Meritocracia? Etimologicamente termo meritocracia vem do latim (meritu), mérito e do grego (cracia), poder, governo. É um sistema de governo ou outra forma de organização que considera o mérito (aptidão) a razão para se atingir determinada posição. Neste sentido, as posições hierárquicas são conquistadas, em