Custos
A Contabilidade Financeira foi desenvolvida na Era Mercantilista e servia de modo adequado as organizações comerciais, nessa época não se pensava numa contabilidade que fosse aplicada fora desse nicho, até por motivos óbvios, o controle de custos podia ser definido como o levantamento dos estoques do início do período, adicionado das compras efetuadas no mesmo período, deduzido deste total as mercadorias que ainda não haviam sido vendidas.
Com o surgimento das indústrias aparece uma nova necessidade: apurar de forma mais minuciosa o balanço e a demonstração do resultado, todavia, não se tinham todos os dados para atribuir valor aos estoques, dessa forma, se origina a Contabilidade de Custos Industrial, que se utilizava dos mesmos critérios aplicados nas empresas comerciais, como bem diz Sornberger et al (2012)
A contabilidade de custos desenvolveu-se, a princípio, para ser aplicada em empresas industriais, enfatizando prioritariamente, o controle dos custos de produção, com um enfoque especial sobre as várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira e em suas análises, colocados numa perspectiva mais dinâmica, com detalhamento mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada para o usuário interno.
A contabilidade de custos caracteriza-se por constituir-se um elo entre as informações nela obtidas, as quais podem ser conectadas diretamente à contabilidade financeira, pelo fato de ambas atenderem aos Princípios de Contabilidade. (SORNBERGER et al, 2012, p.5)
Nesse sentido, Martins (2003) afirma que, num primeiro momento, a contabilidade de custos se limitou a acumular valores. Num segundo momento houve a necessidade de evoluir para que englobar elementos fundamentais do mercantilismo, uma vez que, os estoques, necessitavam de uma maior e melhor apuração de controle, bem como, demonstrar os resultados obtidos.
Leone (2000) cita que o processo produtivo começou a