corrupção da copa 2014
Previsão de gastos com a Copa de 2014 cresce 130% em 4 anos
Passada a euforia após o anúncio de que a Copa do Mundo de 2014 seria realizada no Brasil, veio a preocupação com os gastos que a organização do evento demanda. Autoridades do governo e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se manifestaram, em 2007, dizendo que esta seria a “Copa da iniciativa privada”. Quatro anos depois, o orçamento do Mundial cresceu 130% e as empresas vão pagar pouco mais de 1% dessa conta.
Essa história já foi vista no Brasil. A organização dos Jogos Panamericanos previu gastos de R$ 414 milhões. No final, o evento custou R$ 3,7 bilhões aos cofres públicos.
Em 2007, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, declarou que a Copa deveria custar R$ 10 bilhões. Um levantamento recente do Tribunal de Contas da União (TCU) disse que os gastos devem chegar, na verdade, a R$ 23,5 bilhões. E a conta será paga pelos bancos governamentais (BNDES e Caixa Econômica Federal) e a Infraero, responsáveis por boa parte da infraestrutura necessária para o evento.
A iniciativa privada não apresentou investimentos diretos no evento e os clubes ligados a alguns estádios que serão sede do Mundial devem investir R$ 336 milhões, o que equivale a 1,43% do total de investimentos.
Estádios
A previsão de gastos para a reforma ou construção de estádios no país também inflacionou bastante. Em 2007, falava-se em R$ 1,8 bilhão. No ano passado, o governo federal divulgou uma lista de projetos para a Copa, incluindo 59 obras, sendo 12 em estádios. O custo estimado dessas 12 obras chegava a R$ 5,3 bilhões, ou seja, 194% a mais do que a quantia prevista inicialmente.
O valor destinado às arenas é o maior registrado em Copas do Mundo. A África do Sul, por exemplo, gastou R$ 3,9 bilhões para construir dez estádios, sendo alguns deles com projetos bem mais ousados que os brasileiros. A Rússia, que será sede da Copa de 2018, porém, já anunciou que deve gastar R$ 6,5 bilhões somente com