Citologia
Os estudos celulares os quais são a base da citologia iniciaram no século
XIX com o desenvolvimento industrial do microscópio óptico relacionado ao conhecimento de teorias relacionadas às células. Profissionais ligados à ciência começaram a analisar microscopicamente materiais humanos como sangue, pus e secreções, descrevendo a morfologia celular observada. Mais tarde, com mais recursos, passaram a ser estudadas as alterações celulares decorrentes da patologia das doenças e, com isso, foi se instalando a utilização da citologia como método de diagnóstico.
Com a análise das células, foram criados atlas os quais contribuíram com os estudos posteriores. GOMPEL e KOSS (1997) relatam como primeiras publicações o atlas Donné, em 1845, e o livro de Pouchet, em 1847, os quais apresentavam desenhos das células vaginais. Posteriormente novas imagens foram surgindo e também tendo sua qualidade melhorada, uma vez que já demonstravam características relacionadas à patologias. 17
Além do avanço relacionado às imagens, os termos utilizados em citologia também foram enriquecendo. Alguns pesquisadores, com o auxílio de suas próprias criações, complementaram a decisão das características patológicas das células utilizando a histologia como referência, demonstrando também a importância da biópsia Em 1928 Babès e Papanicolaou tornaram a citologia um método conhecido, porém, a comunidade médica não o aceitou facilmente sendo necessária muita insistência. Outros pesquisadores colaboraram demonstrando a importância da citologia em lesões que ficam, de certo modo, ocultas no colo uterino. Nessa época de divulgação, a citologia se difundiu apenas em países industrializados, nos quais estudos demonstraram que tiveram sua taxa de câncer invasivo do colo uterino diminuída. Com o grande entusiasmo devido sucesso na área ginecológica,
Papanicolaou decidiu iniciar investigação de outros materiais como urina, lavado gástrico, ascite, secreção