Cidadania planetária
O homem está no mundo e com o mundo (...). A primeira característica dessa relação é a de refletir esse mesmo ato.” (FREIRE, 1981). Freire sempre foi meu fio condutor, a minha inspiração para trabalhar com grupos sociais. E a citação acima me faz pensar realmente, na necessidade de reavaliar o nosso papel no mundo. Não podemos só usufruir dos recursos naturais existentes, ou na tecnologia a qual conquistamos, mas devemos trabalhar para que o planeta no qual estamos não desapareça. Em seu trabalho Freire sempre tentou trazer a problemática da educação nas classes mais populares, destacando todo histórico da exclusão que se abateu naqueles mais oprimidos, por causa do capitalismo, do consumismo e da carga negativa que a globalização trouxe. Hoje vemos esses fatores de forma mais avançada, acontecendo numa rapidez que vence o tempo que nós temos. Autores como Gadoti,Ruscheinsky e outros,trazem as consequências dessa globalização opressora,chamam atenção para alternativas que vem surgindo,mas nos incitam com isso a pensarmos não só em nós mesmos,no homem,mas na nossa condição humana a partir dos cuidados com algo maior:o Planeta Terra. O fenômeno da globalização cada vez mais interfere no que chamamos de conhecimento. O consumo desenfreado, a valorização do ter acima do ser,a corrida por um lugar ao sol,colocam a prova quais são os valores fundamentais para a sobrevivência no mundo contemporâneo. Tudo acontece rápido, a informação, a tecnologia foram e estão sendo os principais fatores para que toda a mudança,tendência,aconteçam hoje e sejam ultrapassadas amanhã. O futuro... É difícil calcula como será,como acontecerá.Só sabemos que será rápido,passageiro ,conectado a infinidades de informações e conhecimentos no mundo. As teorias, as verdades, as descobertas são colocadas a teste, a todo o momento. E essas,as vezes tem que ser reavaliadas,reescritas,redirecionadas. Várias as