Cesio-137
O césio-137 é um isótopo radioativo com meia-vida de 30 anos, produzido artificialmente pela fissão do urânio ou plutônio, se desintegra formando o isótopo Ba-137 m (m = metaestável, isto é, excitado), emitindo radiações beta e o isótopo de bário emite raios gama no processo de desexcitação. Esses raios, altamente penetrantes, permitem que o césio 137 seja facilmente observável por meio de detectores de radiação. Na forma de pastilhas utilizadas pela Medicina Nuclear não emanam vapores nem gases. Os raios Gama são extremamentes nocivos à saúde porque possuem um grande poder de penetração, eles invadem as células do organismo e podem levar até a morte.
O Bário 137 se desintegra em um pó de cor azul e fosforescente, altamente tóxico.
As consequencias para a saúde, de uma contaminação radioativa são: doenças como câncer, hipertensão e distúrbios variados.
Mais de 100 elementos se formam como resultado da fissão. Um deles é o césio 137, que também é instável, isto é, precisa liberar excesso de energia. O núcleo do césio 137 é constituído por 55 prótons e 82 nêutrons.A soma desses números é a massa atômica, 137.
Essa composição dá instabilidade ao núcleo do césio. Para recuperar a estabilidade, um dos nêutrons vira próton (o núcleo fica com 56 prótons e 81 nêutrons) e uma partícula com carga negativa, chamada partícula beta, é expulsa. Esta constitui a radioatividade do césio 137. Ao liberar esta radioatividade, ele se transforma em outro elemento: bário 137. O bário 137 também é instável e, portanto radioativo. Para recuperar a estabilidade, ele emite raios gama. Após fazer isso, deixa de ser radioativo. Continua a ser chamado de bário 137, mas é inofensivo. O césio 137 começa a perder sua radioatividade em aproximadamente 30 anos.
A radioatividade pode ter efeito devastador no organismo humano. Começa a destruir as células de dentro para fora: primeiro a camada muscular seguindo dos vasos sanguíneos, depois atinge a camada de gordura,