caracterização e evolução da Psicologia
Segundo Bock, Furtado e Teixeira (2008), senso comum diz respeito aos conhecimentos adquiridos por meio das experiências vivenciadas no cotidiano. Esse tipo de conhecimento é de extrema importância, por permitir que seja acumulado e utilizado em situações práticas, como saber se será possível atravessar a rua sem ser atropelado quando um carro é avistado, sem que, para isso, seja necessário calcular a velocidade dele ou a própria velocidade de locomoção de uma calçada a outra.
Neste sentido, os conhecimentos provenientes do senso comum são extremamente importantes para a sobrevivência das pessoas e para a construção de sua realidade ou visão de mundo. Entretanto, o senso comum não é suficiente, pois é extremamente simplista para explicar todos os aspectos do mundo, incluindo o conhecimento humano.
A partir da identificação de que conhecimentos assim caracterizados constituem uma visão simplificada dos fenômenos é que a ciência passa a ser considerada.
Bock, Furtado e Teixeira (2008) definem ciência como o conjunto de conhecimentos relacionados a aspectos da realidade que são expressos por meio de uma linguagem rigorosa e precisa. Tais conhecimentos são obtidos por meio de métodos, ou seja, de modo sistemático, controlado e programado, garantindo sua validade. Tais características possibilitam que esses conhecimentos sejam verificados, transmitidos e desenvolvidos (ou aperfeiçoados).
É considerando a definição apresentada que a Psicologia é considerada científica. Apesar da diversidade de teorias psicológicas existentes, o corpo teórico que fundamenta cada uma delas apresenta todo o rigor necessário (sistematização, controle, programação e validade) para o estudo do homem e de sua subjetividade. Por subjetividade entende-se a síntese singular que cada um constitui conforme se desenvolve e vivencia as experiências de vida, considerando o ambiente social e cultural
(BOCK; FURTADO;