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Ao longo do século, mas, sobretudo nos períodos mais recentes, o processo brasileiro de urbanização revela uma crescente associação com a da pobreza, cujo locus passa a ser, cada vez mais, a cidade, sobretudo a grande cidade. O campo brasileiro moderno repele os pobres, e os trabalhadores da agricultura capitalizada vivem cada vez mais nos espaços urbanos. A indústria se desenvolve com a criação de pequeno número de empregos e o terciário associa formas modernas a formas primitivas que remuneram mal e não garantem a ocupação.
Durante séculos o Brasil como um todo é um país agrário, um país ‘essencialmente agrícola’, para retomar a célebre expressão de Conde Afonso Celso. ...No dizer de Oliveira Vianna “(...) O urbanismo é condição moderníssima da nossa evolução social. Toda a nossa história é a história de um povo agrícola, é a história de uma sociedade de lavradores e pastores. É no campo que se forma a nossa raça e se elaboram as forças íntimas de nossa civilização. O dinamismo da nossa história, no período colonial, vem do campo. Do campo, as bases em que se assenta a estabilidade admirável da nossa sociedade no período imperial’.
Referindo-se aos primórdios da urbanização, Nestor Goulart Reis, estuda o período entre 1500 e 1720, em que destaca três principais etapas de organização do território brasileiro. A primeira fase, ‘entre 1530 e 1570 (....) cujo ponto de maior intensidade estaria compreendido entre os anos de 1530 a 1540”. Entre a fundação do Rio de Janeiro em 1567 e a d Filipéia da Paraíba em 1585, há um intervalo em que apenas ocorre a instalação de Iguape. O segundo período fica ‘ entre 1580 e 1649,