Médico italiano nascido em Carpi, o pai da Medicina Ocupacional por ter escrito o primeiro tratado sobre enfermidades profissionais: De morbis artificum diatriba (1700), traduzida e editada para vários idiomas e, certamente, sua mais importante contribuição à medicina. Formado em filosofia e medicina em Parma, deslocou-se para Roma junto com Antonio Maria Rossi. Depois exerceu a medicina em Canino y Marta, no Ducado de Castro, até que contraiu malária (1663), voltou para sua cidade natal e permaneceu até a década seguinte (1676). Quase vinte anos depois (1682), convidado pelo Duque Francesco d'Esta, foi contratado como professor da Facultade de Medicina de Módena. Mudou-se para Pádua (1700) para ser professor de Prática médica, e nesta cidade veio a falecer vítima de apoplexia (1714), já octagenário. Durante sua vida escreveu largamente sobre medicina geral, clínica médica, epidemiologia, sanitarismo, meteorologia, ciências, filosofia, história, letras, poesia, literatura e artes e foi membro de várias sociedades e academias. Ao todo são conhecidos 16 conferências e 42 trabalhos científicos, incluindo sua obra prima De morbis artificum diatriba. Antes de escrever e editar sua obra-mor, ele visitou muitos centros de trabalho, onde observou os procedimentos e técnicas empregados, como também os materiais e as substâncias que se utilizavam nos processos produtivos. Além disso, também entrevistava e preguntava aos trabalhadores acerca das moléstias e enfermidades que lhes atacavam, como evoluíam etc. e relacionou os riscos à saúde dos trabalhadores ocasionados por produtos químicos, poeira, metais e outros agentes. Também elaborou uma grande pesquisa na literatura da época e exemplos do passado, fato notório pela grande quantidade de referências citadas em sua obra. Ao todo descreveu sobre 54 tipos de ocupações, especialmente dedicando-se às intoxicações químicas e aos desconfortos do ambiente de trabalho. Outros assuntos também preocupantes para ele eram a postura,