bafometro
- Compreender a oxidação de um álcool primário.
- Observar a ocorrência de uma reação de oxi-redução envolvendo material orgânico, com aplicação no cotidiano.
INTRODUÇÃO TÉORICA
A necessidade de se determinar a quantidade de etanol no sangue de um indivíduo tornou-se evidente a partir do aprimoramento dos automóveis e do número crescente de acidentes envolvendo motoristas que haviam consumido bebidas alcoólicas . Os estudos sistemáticos realizados nas décadas de 1950 e 1960, a partir da análise de amostras de sangue e de urina de pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, não deixam dúvidas quanto ao efeito negativo do consumo de álcool sobre a habilidade destes indivíduos na direção. Além disso, os resultados de diversos estudos evidenciam que mesmo o consumo de pequenas quantidades de bebidas alcóolicas é suficiente para aumentar consideravelmente o número de acidentes automobilísticos.
A existência de restrições quanto à ingestão de álcool no código de trânsito de diversos países data das décadas de 1930-1940. Até por volta de 1945, a única maneira de saber se um motorista estava sóbrio era coletar amostras do seu sangue ou urina e enviá-las aos laboratórios para análise . Porém, estas análises envolviam procedimentos complexos e lentos.
Um dos primeiros bafômetros usados comercialmente, cujo princípio continua ainda a ser empregado nos dias de hoje, foi desenvolvido por R. F. Borkenstein em 1958, e operava usando um método colorimétrico(a) de análise. De acordo com a concepção de Borkenstein, o ar soprado pelo suspeito é bombeado em uma solução de dicromato de potássio fortemente acidulada com ácido sulfúrico e o etanol introduzido na solução reage com os íons dicromato, produzindo acetaldeído e íons Cr(III). Conforme o etanol reage, há uma mudança da coloração laranja característica desta solução para um tom esverdeado
As análises de sangue para determinação a concentração de álcool ainda são feitas