Baculovirus
ISSN 0100-9915
Controle Biológico da Lagarta do Cartucho, Spodoptera frugiperda, com Baculovírus
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Introdução
O milho é considerado o terceiro produto agrícola do mundo, sendo que a área cultivada com milho no Brasil está em torno de 12 milhões de hectares. Apesar da cultura possuir um alto potencial de produtividade, esta é diretamente afetada pelo ataque de insetos desde o plantio até a sua utilização, seja para alimentação humana ou animal. O principal método de controle utilizado em todo o mundo se baseia na utilização de inseticidas químicos, estimado entre US$ 500 e US$ 600 milhões (CRUZ et al., 1996). Dentre o complexo de insetos que atacam a cultura, a lagarta do cartucho, Spodoptera frugiperda, demanda um alto investimento para o seu controle, sendo a principal praga da cultura do milho no Brasil. As larvas mais novas consomem tecidos de folha de um lado, deixando a epiderme oposta intacta. Depois de segundo ou terceiro instar, as larvas começam a fazer buracos nas folhas, se alimentado em seguida do cartucho das plantas de milho, produzindo uma característica fileira de perfurações nas folhas. A densidade de larvas no cartucho é reduzida devido ao comportamento canibal deste inseto. Seu ciclo de vida é completado em 30 dias em condições de laboratório e, o número de ovos pode variar de 100 a 200 por postura/fêmea (Fig. 1A), sendo que um total de 1.500 a 2.000 ovos pode ser colocado por uma única fêmea. A lagarta pode atingir mais de 2,5cm de comprimento (Fig. 1B) e a fase de pupa ocorre no solo (Fig. 1C). A redução na produção de grãos é variável, podendo chegar a 73% em situações de ataque intenso (HRUSKA; GOULD, 1997). O controle deste inseto no campo tem sido realizado essencialmente com inseticidas químicos, excepcionalmente são realizadas de 10 a 14 aplicações na cultura do milho no Brasil (Valicente, observação pessoal). Em face de situações como esta, o controle biológico com