Auto da barca do inferno
A historia de relata um porto onde se encontram duas barcas: uma que se destina ao inferno, comandada pelo diabo, e a outra, ao paraíso, comandada por um anjo. Ambos, Diabo e Anjo, esperam pelas almas que os seguirão.
Na Barca comandada pelo diabo, entram oito das treze almas que estão no seu juízo final. São eles: Um fidalgo, um onzeneiro, um sapateiro, um padre, uma alcoviteira, um judeu, um corregedor, um procurador e um enforcado.
Fidalgo embarca na barca do diabo, pois era um cara muito esnobe, cometia pecados, luxuria e tirania. Já o onzeneiro chega à barca com um saco de dinheiro e é condenado por ganância e avareza. O sapateiro entra na barca, pois enganou muitas pessoas, e tentou inclusive enganar o diabo. O padre chega confiante achando que vai para a barca divina, mas acabou ficando no do diabo por falso moralismo cristão. A alcoviteira chega à barca e tenta seduzir o diabo para não entrar na barca, mas acabou ficando por lá por prostituição e feitiçaria. Nem o diabo quis a presença do Judeu, mas como não conseguiu chegar ao anjo para tentar entrar na outra barca, ficou pelo barco do diabo mesmo. O Corregedor e o procurador ficam na barca, pois eles deveriam servir de exemplo, mas manipulam a justiça a troco de propina e o informado, foi um humano corrupto e também ficou na barca do diabo.
Contexto de produção:
Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam à margem os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, mas apenas o Anjo absolve.
O primeiro a chegar é um Fidalgo, é seguido por um agiota, por um Parvo (bobo), por um sapateiro, por um frade, por uma cafetina, e um judeu, um juiz também vai, por um promotor, por um enforcado e por quatro cavaleiros. Um a um eles aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do