Arquitetura E Arte No Brasil Colonial Cap3
Arquitetura e Arte no Brasil Colonial
Informações sobre o autor
John Bury nasceu na Inglaterra em 1917, e é um historiador de arte britânico formado em história moderna na Universidade de Oxford. Depois da segunda guerra mundial viajou para o Brasil e estudou principalmente as cidades históricas de Minas Gerais. É considerado um dos pioneiros e até hoje uma das principais referências no estudo de arte colonial brasileira
Capítulo 3: A arquitetura jesuítica no Brasil 1. Bibliografia
BURY, John. Capítulo 3 – Arquitetura e Arte no Brasil Colonial. Ed. IPHAN/MONUMENTA, Brasília, DF, 2006
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2. Palavras-chave
Brasil colonial
Arquitetura Jesuítica
Maneirismo
Portugal
3. Resumo
Com a tarefa de fixar os indígenas, educar e formar candidatos ao sacerdócio, os missionários da Companhia de Jesus chegaram no Brasil em torno de 1550, com o espírito de contra-reforma e eram o canal de transmissão mais influente da cultura europeia para a américa portuguesa. Após o Concílio de Trento, houve uma renovação da concepção do edifício religioso, que deveria ser mais acessível à comunidade em geral, e estavam empenhados em violar as normas clássicas e empregar formas pagãs com esse objetivo. As igrejas deveriam ter uma nave única, um púlpito para que o padre rezasse na língua local e naves laterais onde os santos locais seriam adorados.
O maneirismo surgiu na Itália, tendo como seu principal nome Michelangelo e aconteceu em Portugal sem significantes modificações. De modo geral, a arquitetura jesuítica no Brasil possuía muitas características que permitem que ela seja caracterizada como maneirista, por ter um papel educativo e missionário, a aplicação de sentimentos, o objetivo de ser acessível, entre outros.
De acordo com o autor, a arquitetura jesuítica no Brasil teve três fases e, em todas elas, as igrejas transmitiam sobriedade, tinham a planta longitudinal, bastante regular e moderada, pois essas obras ainda estavam embutidas no severo espírito da