Amor liquido
O livro fala tanto dos relacionamentos pessoais e familiares, quanto no convívio social com estranhos.
O autor tenta esclarecer a misteriosa fragilidade dos vínculos humanos.
Afinal, que tipo de conselho as pessoas querem de verdade: como estabelecer um relacionamento ou — só por precaução — como rompê-lo sem dor e com a consciência limpa?
As pessoas preferem ter um relacionamento virtual, pois é mais fácil sair de um relacionamento virtual do que de um relacionamento real.
Este livro é dedicado aos riscos e ansiedades de se viver junto, e separado, em nosso líquido mundo moderno.
O amor e a morte — os dois personagens principais desta história sem trama nem desfecho, mas que condensa a maior parte do som e da fúria da vida — admitem, mais que quaisquer outros, esse tipo de devaneio/escrita/leitura.
No mundo real, tal como nos desenhos de Tom & Jerry, talvez alguns gatos tenham sete vidas ou até mais, e talvez alguns convertidos possam acreditar na ressureição, mas permanece o fato de que a morte, assim como o nascimento, só ocorre uma vez. Não há como aprender a “fazer certo na próxima oportunidade” com um evento que jamais voltaremos a vivenciar.
De fato, é possível que alguém se apaixone mais de uma vez, e algumas pessoas se gabam - ou se queixam - de que apaixonar-se ou desapaixonar-se é algo que lhes acontece (assim como a outras pessoas que vêm a conhecer nesse processo) de modo muito fácil. Todos nós já ouvimos histórias sobre essas pessoas particularmente “propensas” ou “vulneráveis” ao amor.
É da natureza do amor — como Lucano observou há dois milênios e Francis Bacon repetiu muitos séculos depois — ser refém do destino.
Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido.