Africa colonial
Jean Michel Tali (um dia após sua viagem à Bahia) aponta para a ausência de importância que a diáspora africana tem recebido nos estudos de história, até mesmo na própria África (e afirma isso usando como exemplo as escolas onde cursou ensinos fundamental e médio, no Congo). Há ainda um imenso vazio quanto ao conhecimento e a percepção por parte dos africanos do real lugar da diáspora africana no Brasil, onde reside a maior população negra de descendência da diáspora africana. Os colonizadores além de sujeitarem africanos à trabalho escravo, faziam certa lavagem cerebral. O colonizado e o escravo têm um olhar auto-depreciador de sua gente e seu passado. Jean Michel Tali aponta para a necessidade de rever discursos de forma a colocar as histórias em seu devido lugar com seu devido peso - humano e cultural-, que foram negados aos africanos e seus descendentes das diásporas; e evidenciar sua contribuição na criação das identidades múltiplas no novo mundo. Brasil e África apresentam elementos de passado comum, é responsabilidade de acadêmicos, historiadores e especialistas auxiliarem na propagação de um conhecimento mais analítico e menos desmistificado e desprezado sobre a diáspora africana e, para Jean Michel Tali, o primeiro passo para a mudança/evolução está em inserir o ensino aprofundado de história da África nas escolas de nível básico. Necessita-se maior e mais profunda visão sobre a cultura e história do fenômeno diaspórico e seu real significado à história da África[1]. Elikia M’ Bokolo, sobre as diásporas, nos diz que a história das mesmas é ligada à história da África propriamente dita. Afirma que além de uma história própria, os africanos contribuíram para a história do mundo. M’ Bokolo nos explica, brevemente, algumas causas da obra “ História