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Novos padrões de qualidade para construção de casas e apartamentos
A indústria da construção brasileira está mudando seus parâmetros de qualidade. Em julho de 2013 entra em vigor a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece exigências de conforto e segurança em imóveis residenciais. A nova norma representa uma revolução conceitual sobre os requisitos mínimos de qualidade para casas e edifícios residenciais. Pela primeira vez, uma norma brasileira associa a qualidade de produtos ao resultado que eles conferem ao consumidor, com instruções claras e transparentes de como fazer essa avaliação. As regras privilegiam benefícios ao consumidor e dividem responsabilidades entre fabricantes, projetistas, construtores e usuários. Até então, as chamadas normas prescritivas determinavam padrões para certos produtos, como eles deveriam ser feitos, em que tamanhos, etc. Agora, a norma NBR 15575 diz que níveis de segurança, conforto e resistência devem proporcionar cada um dos sistemas que compõem um imóvel: estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações. A implantação do conceito de desempenho de edificações no Brasil, através de um texto normativo, foi um processo longo, com vários debates e rodadas extras de discussão entre universidades, institutos de pesquisa,
fabricantes, agentes
financiadores, governo, consultores, peritos, empresas, sindicatos e associações do da cadeia produtiva da construção civil. O primeiro estudo sobre o tema foi publicado em
1975, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, seguido por outros nas décadas de 1980 e 1990. No ano 2000, foi feito um convênio entre a ABNT, o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Caixa Econômica Federal para transformar esses estudos em uma norma técnica.
Uma primeira versão da Norma foi publicada em 2008, com previsão para entrar em vigor em 2010. Porém, as empresas