A verdade sobre William Shakespeare
Não há quem nunca tenha ouvido falar deste célebre dramaturgo e poeta inglês, conhecido como um dos maiores autores de língua inglesa, um dos mais inspiradores na esfera do Ocidente. Os estudiosos levantam várias hipóteses sobre a vida deste britânico, mas boa parte do que se escreve sobre sua vida é tecida por teorias diversas e especulações. Alguns chegam a afirmar que ele não teria existido, e que essas obras pertenceriam, na verdade, a outros autores. Há quem também levante a hipótese de que William Shakespeare teria sido um mero ator se passando pelo dramaturgo responsável pelas obras nas quais ele apenas atuava. Segundo estudo de Meneghetti (2013, p.6).
“Nos últimos 100 anos, mais de 4,5 mil livros e artigos alegam que William Shakespeare, o inglês de Stratford-upon-Avon que viveu entre 1564 e 1616, não teria sido o autor das obras atribuídas a ele”. (MENEGHETTI, 2013, p.6)
Um dos primeiros a levantar a polêmica foi James Wilmot, acadêmico de Oxford que viveu perto de Stratford-upon-Avon, cidade natal de Shakespeare. Em 1785, ele procurou evidências que provassem a autoria de Shakespeare, mas não achou nenhum vestígio. Seu “estudo”, que aconteceu a dúvida de muita gente, terá sido publicado pelo colega James Cowell, em 1985. Wilmot acreditava que Shakespeare tenha sido um pseudônimo usado por pessoas mais instruídas, como o filósofo, cientista e político Francis Bacon, ou Christopher Marlowe, um dramaturgo assassinado aos 29 anos. Há quem diga que sua morte foi forjada e ele continuou por muito tempo obras escrevendo, sob o nome de Shakespeare.
Historiadores dizem que as mais de 40 peças e 154 sonetos apresentam um vasto conhecimento em diversas áreas, como política, geografia e latim, sendo que obras utilizam mais de 29 mil palavras diferentes, um vocabulário maior que o do cineasta Charles Chaplin, o psicólogo Sigmund Freud e o escritor Charles Dickens que declararam apoio a teoria da inexistência de Shakespeare. A