A TV NA FORMAÇÃO DOS JOVENS
Por Valério Cruz Brittos e Angélica Dias Pinheiro em 06/07/2010 na edição 597 A comunicação televisiva atinge milhões de brasileiros, sendo que a maior parte desses milhões a tem como única fonte de informação. Por isso é preciso pensar em como esse veículo chamado televisão afeta as pessoas e, principalmente, a educação das crianças. Como seus programas nem sempre adequados ao horário e à faixa etária de seus espectadores chegam a lares brasileiros e que efeitos podem ter na formação humana de jovens e crianças. A televisão aberta como conhecemos pouco mudou ao longo de seus 60 anos. Ela está presente em nove de cada dez lares brasileiros, segundo o IBGE. Apesar de todos os avanços tecnológicos, esse ainda é o principal meio de acesso à informação e entretenimento da maior parte da população brasileira. Por mais que se fale em TV digital, multiprogramação, interatividade e internet, na televisão o que temos pouco difere do que tínhamos há dez ou vinte anos atrás – mesmo assim, essa é a mídia que mais influencia a vida das pessoas. Dita a moda, o modo de pensar e agir, de que ou de quem gostar. Isso porque ela é um espelho da sociedade, que pauta a vida cotidiana. Embora por vezes distorcida, demonstra a organização da sociedade como ela é ou como a empresa de mídia televisiva quer que ela seja vista. Cada canal de TV, através do conteúdo transmitido em sua programação, é capaz de interferir na vida das pessoas e no seu modo de pensar e agir, principalmente as menos instruídas ou aquelas cuja informação se limita à televisão. Acontece algo muito semelhante ao que disse Lasswell na teoria hipodérmica da comunicação: que as pessoas absorvem e aceitam tudo o que é transmitido pela mídia como verdade absoluta. A diferença é que as pessoas não aceitam assim tão passivamente, apenas assimilam o conteúdo veiculado por tratar de assuntos da sociedade. Aí, então, transmitem o que podem daquilo que "aprenderam" na TV.
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