A inquisição
A INQUISIÇÃO
A Inquisição foi uma instituição judicial criada, na Idade Média, para localizar, processar e sentenciar às pessoas culpadas de feitiçaria.
No século XII, como resposta à heresia albigense, o papa Inocêncio III organizou uma cruzada contra esta comunidade. No entanto, não foi muito eficaz. A Inquisição oficializou-se em 1231, no papado de Gregório IX. Os inquisidores eram franciscanos ou dominicanos, nomeados diretamente pelo papa. Os acusados eram obrigados, sob juramento e tortura, a concordar com as acusações, tornando-se, assim, seus próprios acusadores. O depoimento de duas testemunhas bastava como prova de culpabilidade. Em 1252, o papa institui a prática da tortura para obter a verdade dos suspeitos. Caso o hereje se apresentasse por vontade própria, os castigos seriam menores. Os castigos e sentenças se proclamavam, em cerimônia pública, no fim do processo (Auto-de-Fé). Os castigos podiam ser uma peregrinação, um suplício, uma multa, o confisco das propriedades, detenção, prisão perpétua ou morte. Uma vez que os albigenses foram controlados, em fins do século XIV, a atividade da Inquisição arrefeceu.
Em 1542, alarmado pela difusão do protestantismo, o papa Paulo III recrudesceu a Inquisição e estabeleceu o Tribunal do Santo Ofício. Mais livre do controle episcopal que seu predecessor Gregório IX, Paulo III começou a se preocupar com a ortodoxia dos textos teológicos e eclesiásticos. Em 1555, o papa Paulo IV empreendeu violenta perseguição contra suspeitos de heresia, incluindo bispos e cardeais. Em 1559, elaborou a primeira listagem de livros que atentavam contra a fé e a moral: O Índice de livros proibidos (Index livrorum proibitorum).
A Inquisição espanhola que, como as inquisições de muitos países