A guerra de canudos
E A GUERRA DE SECESSÃO
Ainda que unidos em nome de causas comuns, o Sul queria aumentar seu império do algodão e da escravidão e o Norte a expansão das chamadas terras livres. Mesmo tendo interesses e estruturas bem diferentes, não se pode afirmar que as regiões fossem completamente antagônicas. O Norte, mais avançado em termos industriais e o Sul, baseava-se no sistema de plantation e escravidão. O Sul interagia economicamente com o Norte e participava do comércio internacional.
Constituía-se dois “mundos” bastante diferentes, um, ao Norte - de trabalhadores livres, assalariados, pequenos proprietários e mais consistente classe média urbana, e outro, ao Sul-escravista e senhorial, a ideia de superioridade do homem branco era comum e inquestionável em ambos. Nos dois mundos, os negros estavam fora das decisões políticas e eram vítimas de preconceito.
Na década de 1850, o Norte superava o Sul em população, mas o Sul por sua vez, dispunha de maior força política no governo federal. Nessa época, os sulistas exigiam o direito de estendera escravidão aos novos territórios conquistados pelos Estados Unidos.
Mais um exemplo das disputas com o Norte foi o projeto de governo territorial pensado para as novas regiões de Kansas e Nebraska. Os sulistas propuseram uma lei em que nenhum projeto de administração territorial poderia ser aprovado a não ser que contivesse uma cláusula que anulasse a proibição da escravidão. O Congresso aprovou o projeto e os nortistas ficaram indignados pelo fato de o governo federal e o presidente, terem se curvado diante da escravocracia. O território Kansas tornou-se um verdadeiro palco de disputas políticas em torno do controle político da região. Os abolicionistas da Nova Inglaterra colaboravam e apoiavam os defensores do “solo livre” e alguns imigrantes apoiavam o regime sulista, vendendo votos ilegalmente.
O presidente mais uma vez, acabou autorizando a criação de um Legislativo formado por escravistas