A criação e a Implementação do SUS
O autor associa o mérito da conquista do Sistema Único de Saúde aos esforços do movimento da Reforma Sanitária Brasileira nos anos de 1976 e 1988. Porque antes de 1988 não existia discussão de saúde como direito de todos só com a Constituição é reconhecido pela primeira vez na história, devendo ao Estado garantir por meio de políticas econômicas e sociais que visam à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação.
Ele destaca questões como distribuição da riqueza, renda, emprego, salário, acesso à terra, ambiente entre outros, a educação, cultura, esporte, lazer, segurança pública, previdência e assistência social configuram fatores que influenciam diretamente sob o estado de bem estar e saúde dos indivíduos e da comunidade, não significa então atuar sobre o problema mas na causa do problema, um sistema de prevenção primaria o que pouparia em muitos esforços para sanar problemas maiores, coloca assim que só depois dessas medidas teria sentido o ideário de direito a saúde.
Podemos nos deparar com um contraponto que é levantado por Paim ao destacar as garantias de ações e serviços que são responsabilidades do sistema de saúde. No que diz respeito ao acesso igualitário, quer dizer acesso igual para todos daí a ambiguidade pois dentro da realidade em que vivemos muitos privilegiam alguns em detrimento de outros, tratar os desiguais de forma igual só intensificaria a desigualdade, propõe-se então priorizar os que mais necessitassem para que pudessem assim atingir a igualdade.
Ao acesso universal, entende-se que independente de classe, sexo, origem, etnia, raça todos tem direito ao atendimento no serviço de saúde pública, e por fim as ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde, passagem em que o autor faz uma comparação com o sentido comercial, quando na verdade ele quer dizer ações que promovam boas