A casa Subjetiva
Para discorrer o livro Casas Subjetivas, Ludmila explora duas casas:uma casa de fazenda do século XIX no município de Nossa Senhora do Livramento/MT e a uma residência urbana da década de 60, situada em Várzea Grande. Com isso consegue dissertar sobre vários termos.
A construção do livro está ligada ao seu tempo (ano 2002) e ao espaço em que vive a autora (Mato Grosso) e ela usufrui de tal vivência no espaço para referenciar e fazer com que o leitor se recorde de cada tipo de cômodo que ela caracteriza e os conceitos a ele relacionados.
No capítulo Casas Contemporâneas, a autora usa a ideia da construção dos humanos a partir das características do espaço. Para isso, ao invés de tomar a especificidade de uma casa, descreve separadamente cada ambiente para que o leitor possa se situar e descobrir a qual tipo de espaço ele se refere e qual a personalidade de quem o habita ou utiliza.
A descrição objetiva dos ambientes torna a leitura prazerosa, sendo agradável até mesmo para um leigo, que identifica o espaço mesmo sem nenhum conhecimento arquitetônico ou de design. A citação das medidas de alguns espaços torna-se fundamental para que o leitor reconheça qual é o sentimento dentro de tal dimensão e logo perceba como deve ser o indivíduo que ali habita.
Considerando o conceito do termo, é possível perceber que o contemporâneo pode ser fragmentado, no sentido poder ser identificado em ambientes totalmente distintos e talvez sem nenhum ponto comum. A partir disso, a autora reafirma a ideia de que o conceito arquitetônico deve ser diretamente ligado ao tempo e à apropriação do espaço.
Referência Bibliográfica: BRANDÃO, Ludmila de Lima. A casa subjetiva: matérias, afetos e espaços