Zenão de eleia
Esteve muito ligado a política, chegando a participar de uma conjuração para salvar seu Estado da tirania, o que custou sua vida. De diversas maneiras é narrado o último aparecimento, onde teria sido torturado até a morte. Diz-se que quando o tirano, diante de seu povo, depois de torturá-lo para arrancar-lhe a confissão dos nomes dos outros conjuradores, o perguntou pelos inimigos do Estado, Zenão delatou como participantes da conjuração, os próprios amigos do tirano, chamando este de “a peste do Estado”. Alguns dizem que ele se postou como se quisesse dizer algo no ouvido do tirano, entretanto, mordeu-lhe a orelha, cerrando os dentes até ser trucidado pelos outros. Narra-se também que ele teria ferrado os dentes em seu nariz. Há também quem diga que ele cortou a língua com os próprios dentes e a cuspiu no rosto do tirano, como prova de que não delataria nenhum de seus companheiros. Depois disso teria sido triturado em um pilão.
Considerado o criador da dialética (entendida como argumentação combativa ou erística), Zenão defendeu o ser uno, contínuo e individual de Parmênides contra o ser múltiplo, descontínuo e divisível dos pitagóricos. Zenão também é famoso por suas aporias (dificuldades), que em sua totalidade são quarenta, porém, destas só restam quatro: o da dicotomia, o de Aquiles, o da flecha e o do estádio. Com estes seus paradoxos, ele tenta provar que a noção de movimento é inviável e contraditória. Para ele o movimento, tal como as mudanças e as transformações físicas, nada mais eram do que ilusões provocadas pelos nossos sentidos. A seguir as aporias de Zenão.
Argumento da dicotomia – Imagine um móvel que está no ponto A e quer atingir o ponto B. Este movimento é impossível, pois antes de