UFPE
A tradição Neoclássica em São Paulo ainda predominava no final do século XIX e início do século XX quando a Semana de Arte Moderna (SAM) trouxe para as artes, aprisionadas nas estéticas importadas e desgastadas, um olhar libertário e a motivação necessária para a criação de uma arte genuinamente nacional. A arquitetura moderna no Brasil, apesar do mesmo espírito, teve expressões diferentes que atendiam às peculiaridades de cada região.
A arquitetura no Brasil tomava rumos racionalistas, mais necessariamente, corbusianos, porém, o estado de São Paulo inclinava-se para os Estados Unidos através de suas ligações econômicas e terminaram por absorver o Organicismo Wrightiano como uma primeira expressão de modernidade. Um importante personagem desse 1º momento chamava-se Vilanova Artigas que através da Casa de Roberto Lacase pode-se observar a semelhança com as Praire Houses de Wright. Posteriormente, Artigas viu o mundo se degladiar em guerra e países mais atrasados sendo conduzidos para o progresso através de rígidas disciplinas. Ele não põde deixar de refletir esse momento de crise em seus projetos e terminou por adotar uma postura brutalista em suas obras que que refletiram pelo estado e configuraram um 2º momento da escola paulista. Através do emprego puro dos materiais e do tratamento sincero da plástica, o Brutalismo utiliza-se do concreto armado aparente para tratar confundir estrutura e plástica e impressionar pela imponência e grandeza de seus edifícios. A FAU de São Paulo é tida como a expressão maior de Artigas nessa fase.
A convergência na expressão arquitetônica moderna de São Paulo é que o estado não possuía escolas de arquitetura e extraía seus arquitetos das escolas técnicas de engenharia, como Villanova Artigas, os arquitetos-engenheiros tinham uma visão apurada dos materiais e técnicas construtivas. Além disso, a escola