Transtorno do pânico
Autores: Giovanni Abrahão Salum; Carolina Blaya; Gisele Gus Manfro
Ano: 2009
O transtorno do pânico (TP) é caracterizado pela presença de ataques de pânico recorrentes que consistem em uma sensação de medo ou mal-estar intenso acompanhada de sintomas físicos e cognitivos e que se iniciam de forma brusca, alcançando intensidade máxima em até 10 minutos. Estes ataques acarretam preocupações persistentes ou modificações importantes de comportamento em relação à possibilidade de ocorrência de novos ataques de ansiedade (SALUN; et al. 2009). O autores do presente artigo salientam também que os pacientes com TP , percorrem longos caminhos até chegarem ao diagnóstico correto, ou seja, eles vão com grande frequência às emergências de hospitais, pois eles estão a procura de um problema orgânico para seus sintomas. E é de grande importância que não só os psiquiatras, mas também os médicos, principalmente os que trabalham com atenção primária e com emergências estejam familiarizados com os critérios do TP. Pacientes com TP, têm maiores taxas de absenteísmo, ou seja, maiores números de falta e também baixa produtividade no trabalho; maiores taxas de de utilização dos serviços de saúde, procedimentos e testes laboratoriais; um risco aumentado, independente das comorbidades, de ideação de suicídio e de tentativas de suicídios.
Tratamentos: Manejo dos ataques de pânico; tratamento do TP com ou sem agorafobia; psicofármacos; psicoterapias e terapias combinadas.
Aplicação da TCC: Como uma forma de tratamento são utilizadas as psicoterapias. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a terapia com os resultados mais consistentes para o TP, sendo superior a terapias de controle de atenção psicossocial e a placebo na maioria dos estudos e apresentando uma boa aceitabilidade e aderência, rápido inicio de ação e uma boa relação de custo-efetividade. Tanto a TCC em grupo quanto a individual possuem resultados semelhantes. O tratamento com