Sociedade
Principais idéias:
Na modernidade ela torna-se múltipla, reflexiva e sujeita à uma série de mudanças.Da mesma maneira que Hall, ele cita G.H. Mead, que assim como Hegel e outros teóricos da identidade caracterizam a identidade pessoal em termos de reconhecimento mútuo. Ou seja, a identidade de alguém está intrinsecamente ligada ao reconhecimento de outras.Portanto,na modernidade o outro é um referencial poderoso para a afirmação da própria identidade.A ansiedade constante é caracterizada pelo autor como uma das questões do eu moderno. Esse indivíduo nunca estaria convicto de suas decisões ou da escolha de sua "verdadeira" identidade. Nesse contexto de constante renovação algumas formulações chegaram a afirmar que a modernidade significou a destruição impiedosa das antigas formas de vida, valor e identidade, tendo como conseqüência direta a criação de novas formas.Kellner observa que a identidade pode passar por um processo de cristalização onde o indivíduo se encontraria entediado e cansado daquilo que ele é ou se tornou.A identidade na modernidade seria algo cada vez mais problemático.Nas sociedades de consumo onde a mídia tem grande abrangência essa identidade fixa-se ao modo de ser, a aparência pessoal. O indivíduo encontra-se "obrigado" a ter seu próprio estilo, mesmo que muitos tipos de estilos sejam provenientes da cultura do consumo.Ou seja, estão embalados, padronizados e prontos para venda. Paradoxalmente, a procura pela individualidade acaba por formar grupos bem definidos. Kellner preocupou-se em explicar como a noção de identidade é construída na teoria pós-moderna e investigar a possibilidade de distinguir a identidade moderna da pós-moderna. De acordo com as teorias pós-modernas a identidade tornou-se cada vez mais frágil na medida em que os indivíduos tornaram-se mais fragmentados.Esse processo é resultado do aumento da complexidade das sociedades e tanto os teóricos modernos (como os