romantismo brasileiro
NACIONAL
A construção da identidade nacional no 2° Reinado
Transformações profundas no campo intelectual com a chegada da Corte Portuguesa, em 1808: organização de instituições, circulação de intelectuais e difusão de ideologias
Após a autonomia política, em 1822:
- No segundo reinado, criação de instituições culturais encarregadas de elaborar o
CONCEITO DE NAÇÃO
AUTONOMIZAÇÃO
DA LITERATURA
(Institutos históricos, Academias artísticas e científicas) BRASILEIRA
A LITERATURA ROMÂNTICA NO EIXO DA
CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE
A literatura, no séc XIX, transforma-se numa expressão dos estados nacionais e parte do Projeto de construção da nacionalidade.
O Romantismo, movimento literário de grande contestação ideológica, é caracterizado por:
- promover a busca das origens da nação
- consolidar um ideal patriótico e nacionalista
- salientar o subjetivismo
“ Debaixo da proteção direta do monarca tomava força o movimento que pretendia
INDIANISMO
promover a autonomização da literatura brasileira, sob os moldes do romantismo e da convenção do indianismo. “
“É assim que a literatura cede espaço ao discurso oficial e o indígena transformado em um modelo nobre toma parte, mesmo que como perdedor, da grande gênese do Império, agora nas mãos de d. Pedro II”
O INDIO TORNA-SE O HERÓI
NACIONAL
Gonçalves Dias
I-Juca
Pirama romântico em poesia
O
indianismo
Um velho Timbira, coberto de glória,
Guardou a memória
Do moço guerreiro, do velho Tupi!
E à noite, nas tabas, se alguém duvidava
Do que ele contava,
Dizia prudente: -- "Meninos, eu vi!
"Eu vi o brioso no largo terreiro
Cantar prisioneiro
Seu canto de morte, que nunca esqueci:
Valente, como era, chorou sem ter pejo;
Parece que o vejo,
Que o tenho nest’hora diante de mim.
"Eu disse comigo: Que infâmia d’escravo!
Pois não, era um bravo;
Valente e brioso, como ele, não vi!
E à fé que vos digo: parece-me encanto
Que quem chorou tanto,
Tivesse a coragem que tinha o Tupi!"
Assim o Timbira, coberto de glória,