Resumo A Hidra de Muitas Cabeças
HISTÓRIA DA AMÉRICA II
Professor: Alain Pascal KalyAluna: Priscilla Gomes Cabrinha
Trabalho de comparação do texto A hidra de muitas cabeças e Da Independência a 1870
Em A hidra de muitas cabeças encontramos relatos de uma história “negligenciada”. A história de trabalhadores, dos excluídos socialmente, uma classe que é trabalhada no texto de forma muito ampla devido sua diversidade tanto cultural, quanto local, em relação à língua, etnia, condição social etc. No texto são colocados escravos, plebeus, marinheiros, piratas, e outros. Nesta narrativa, os autores colocam esses indivíduos como figuras extremamente importantes no que diz respeito ao desenvolvimento do capitalismo europeu, ao mesmo tempo colocando em contraponto os pontos negativos do sistema capitalista, principalmente em suas ações violentas, sendo implantado baseando-se na exploração.
Já na introdução, o livro traz a história de uma cativa que em sua tentativa de fugir do grande terror do navio negreiro, pula da canoa em que é transportada, mas infelizmente é capturada de volta. Mas o interessante da narrativa da história desta mulher vai muito além, pois chama atenção em como os autores se preocupam em colocar a situação como grande forma de resistência ao sistema em que estavam inserindo aquela mulher. O que chama atenção no texto, e o que foi o grande ponto chave da argumentação dos autores é a forma como perceberam que o Atlântico não foi apenas um local de passagem, e sim um espaço de lutas, de relações e conexões, de resistência, porque neste local se encontravam trabalhadores de diferentes culturas, origens, religiões, que compartilhavam suas experiências e muitas vezes se uniam em seus movimentos de resistência. No texto, os autores colocam as diversas experiências de opressão e violência vivida em diferentes situações e em diferentes lugares, principalmente nos navios. O texto trata dos movimentos revolucionários, onde marinheiros, escravos