Resumo - Shultz
A revolta da Gestalt
- Mais ou menos na mesma época em que a revolução behaviorista aglutinava forças nos EUA, a revolução da Gestalt tomava conta da psicologia na Alemanha. Essa revolução consistia em mais um protesto contra a psicologia wundtiana, e viria mais tarde a se tornar um testemunho das ideias de Wundt, como fonte de inspiração para o surgimento de novas visões, e como base para o lançamento de novos sistemas de psicologia.
- A psicologia da Gestalt concentrava-se principalmente na natureza elementar do trabalho de Wundt. Os elementos sensoriais formavam a base da psicologia wundtiana; os psicólogos da Gestalt fizeram desse enfoque o alvo do seu ataque.
- Embora o movimento dos psicólogos da Gestalt contra a posição de Wundt ocorresse concomitantemente ao surgimento do behaviorismo nos EUA, os dois movimentos foram totalmente independentes. Ainda que ambos tenham iniciado como uma oposição às mesmas ideias (o enfoque de Wundt nos elementos sensoriais), as duas acabaram opondo-se entre si.
- Os psicólogos da Gestalt admitiam o valor da consciência embora criticassem a tentativa de reduzi-la a elementos ou átomos. Os psicólogos behavioristas recusavam-se a reconhecer o valor do conceito de consciência na psicologia científica.
- Os psicólogos da Gestalt acusavam Wundt de afirmar que a percepção dos objetos era meramente a soma ou a junção dos elementos, formando-se uma espécie de pacote. Insistiam em alegar que, ao se combinarem, os elementos sensoriais formariam um novo padrão ou uma nova configuração. Ex: se juntarmos um grupo de notas musicais, surge uma melodia ou um tom por essa combinação, algo novo que não existia em nenhuma das notas elementares individuais. Essa ideia se encontra na expressão: o todo é diferente da soma de suas partes. Wundt reconheceu essa questão, formulando a teoria da síntese criativa.
A percepção: o que os olhos não veem
- Os psicólogos da Gestalt acreditam que há mais na