Resumo - As Estruturas Mentais
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Há pouco tempo os sonhos, angustias, fantasias e esperanças do homem começaram a se tornar objeto de estudo, dessa forma a história seria, também, formada por esses elementos, ou seja, a história das mentalidades. A mentalidade representaria a camada estratigráfica mais profunda da vida humana, sobre a qual as diversas sociedades foram edificadas. Cada sociedade teria suas particularidades, assim a mentalidade seria algo singular, distinto da cultura, esta, por sua vez, considerada plural. As coisas voltavam-se em torno do sagrado e atribuindo assim as diversas conjunturas do cotidiano à forças desconhecidas como, por exemplo, as epidemias, portanto eles viviam através de manifestações do sagrado, dessa forma o divino e o demoníaco estava por toda a parte e isso facilitou a vitoria da igreja. Não havia uma oposição entre o sagrado e o profano, e sim uma gradação do sagrado. As práticas mágicas seriam uma interpretação hierofânica do universo. Na idade média a magia tinha três tipos de manifestações: o milagre, o maravilhoso e a feitiçaria. A sociedade tinha enraizado na sua socialização o culto ao sobrenatural, buscando por meio deste explicações para as diversas situações vivenciadas naquele meio.
Para a visão popular medieval, hierofanias ocorrem com frequência, mas dificilmente se pode saber de que tipo de poder elas são oriundas. Assim como existiam benefícios de origem divida, também existiam malefícios de origem divina, estes, causadores de doenças. Seguinte esse pensamento, as doenças não deveriam ser curados com médicos e sim através de práticas mágicas. Existia uma oposição, entre magia divina (milagre) e magia diabólica (feitiçaria). Assim como a magia, o maravilhoso também não era claro.
Os símbolos eram muito importantes para a interpretação do universo e exprimia algo que não poderia ser formulado com precisão. A relação com vários símbolos é que originaria o significado, transportando o individuo para o além. Dessa forma os símbolos constituíam