resenha
Curso de Arquitetura e Urbanismo
Disciplina: Urbanismo – Projeto IV
Docente: Doris Baldissera
Aluna: Tamís Viero
Data: 08/09/2014
Texto resenhado:
“A produção do espaço, segregação residencial e desigualdades sociais na morfologia urbana das cidades brasileiras.”, de Altemar Amaral Rocha.
Segundo Corrêa (2000), o espaço urbano capitalista – fragmentado, articulado, reflexo, condicionante social, cheio de símbolos e campo de lutas – é um produto social, resultado de ações acumuladas através do tempo, e engendradas por agentes que produzem e consomem espaço. O autor faz uma análise no texto sobre a lógica de produção do espaço urbano considerando aspectos como processos espaciais de segregação, o território e a territorialidade. Para Milton Santos (2001), o território corresponde a uma extensão apropriada e usada. O conceito de territorialidade foi definido em 1920 por um ornitólogo inglês, H. E. Howard, como sendo "a conduta característica adotada por um organismo para tomar posse de um território e defendê-lo contra os membros de sua própria espécie". O conceito de espaço, segundo Souza (1995), refere-se como sendo "concreto em si (com seus atributos naturais e socialmente construídos) que é apropriado, ocupado por um grupo social". A territorialidade no Brasil surgiu com a inserção do modo de produção capitalista, condicionando uma divisão interna do trabalho pela diversificação da produção agrícola, pela expansão indústria manufatureira e fabril, aliada a economia mercantil, consolidando uma acumulação primitiva do capital. Assim, com o fim da escravatura no final do século XIX, as desigualdades sociais já se apresentavam no país surgindo as primeiras favelas no Rio de Janeiro, em Santos-SP, Salvador e Recife. O conceito de cidadania aparece no texto como sendo formalizada pelo ato do consumo do espaço e pelo uso do solo e equipamentos públicos enquanto habitante do lugar, Harvey (2009), fala sobre o