Resenha Guerra e Spray
Tinta, muros, críticas e questionamentos, esses são os principais ingredientes utilizados pelo artista britânico conhecido como Banksy para intervir na paisagem urbana e no cotidiano de várias pessoas em diversas cidades do mundo. Através de suas imagens marcantes, às vezes acompanhadas de frases que desafiam o 'status quo', Banksy mostra que o grafite, como forma de arte, pode ser uma ferramenta de revolução. Além de surgirem incansavelmente em muros do mundo inteiro, as imagens produzidas por Banksy também preenchem as páginas do livro “Guerra e Spray”, documentando o trabalho deste artista sem rosto. De acordo com evidências e relatos, Banksy nasceu em Bristol, Inglaterra, e lá iniciou a produção de seus grafites, seguindo então para Londres, e eventualmente em outras cidades pelo mundo. A técnica utilizada por ele tem como base o estêncil, por ser mais rápida, facilitando a execução da obra antes da possível chegada de policiais. Por sua vez, o conteúdo de seus trabalhos apresenta grande ironia, promovendo a crítica e o questionamento de diversos aspectos de nossa sociedade e também do próprio ser humano. De forma geral, grafiteiros em diversas partes do mundo travam uma constante luta pelo direito de expressar sua arte historicamente reprimida, uma vez que o grafite é ilegal em diversos locais e circunstâncias. Um dos aspectos do trabalho de Banksy é justamente o questionamento da visão sobre a arte presente em nossa sociedade, onde frequentemente vemos que apenas formas eruditas de arte, expostas em museus, são reconhecidas como arte. Sabemos que nem toda produção humana é considerada arte, e que esta classificação vai além de questões puramente estéticas, mas está diretamente ligada à sua legititimação por meio de um grupo com influência suficiente para tal. O grafite, por sua vez, que é uma forma de arte acessível, já que esá disonível para todos nos muros das cidades, sem que haja a necessidade de se pagar para