RELATORIOS DE ESTAGIO
Aluna:Hericka Carneiro Inacio
Resumo do texto:Neurose infantil, neuroses da infância. O que o autor quer postular é que quando um sujeito”suposto”adulto demanda uma análise, ele a demanda justamente por não conseguir atingir este ideal de ser adulto e dirigir-se a uma pessoa sobre a qual supõe , erradamente, ter atingido este ideal. Como um ideal é colocado para jamais ser alcançado, é pouco provável que ele ou ela o atinjam, e assim o que a psicanálise pode concluir de sua prática é que não há pessoas grandes e que estas categorias são imaginárias.
A infância produzida pela psicanálise é uma infância desconhecida, ou melhor, esquecida, e Freud lhe dá um valor fundador, já que é a partir da amnésia infantil que se constitui a história do sujeito .É esta infância recalcada e , portanto, fundadora, a partir da qual o sujeito atualiza lembranças e fantasias em análise. O dito freudiano de que “toda neurose tem como ponto de partida uma angústia infantil”, refere-se justamente à descoberta da sexualidade infantil como origem dos sintomas neuróticos.
O caso da fobia do pequeno Hans pode ser lido como um exemplo magistral desta questão, pois aponta para estas duas dimensões: para o limite estrutural da infância – que faz com que algumas questões tenham que sofrer um tempo de espera, de latência, para serem relançadas na adolescência – assim como para o tempo da construção da neurose infantil, tendo em vista que se pode defini-la como a forma pela qual o infantil se constitui. Dito de outro modo, a neurose infantil corresponderia às vicissitudes edípicas do sujeito, às tentativas da criança de construir, com sua fantasia e com as teorias sexuais infantis, uma mediação (representação) entre ela e a mãe (fálica).Na discussão do caso Hans, FREUD (1909) pontua que as histerias de angústia (fobias) são, por excelência, as neuroses da infância, por parecerem muito cedo na vida da criança; e por seu caráter móvel, que faz com que a