Relacionamento Terapeutico
A inserção da temática do relacionamento terapêutico na enfermagem começou com Florence Nightingale, no século XIX, a qual dizia ser necessária uma relação direta entre enfermeira, paciente e sua família, e através dessa relação seriam transmitidas todas as informações acerca das condições de saúde e perspectivas de reabilitação. Florence Nightingale já se preocupava com a comunicação estabelecida entre enfermeira e paciente ao abordar a importância da observação participante na assistência. Assim, o ato de sentar em frente do paciente e ouvi-lo com dedicação e interesse é um dos primeiros e mais importantes instrumentos do cuidado de enfermagem. A comunicação é um instrumento básico do cuidado em enfermagem. Ela está presente em todas as ações realizadas com o paciente, seja para orientar, informar, apoiar, confortar ou atender suas necessidades básicas. Como instrumento, a comunicação é uma das ferramentas que o enfermeiro utiliza para desenvolver e aperfeiçoar o saber-fazer profissional(1). O papel do enfermeiro não se restringe a executar técnicas ou procedimentos e sim propor uma ação de cuidados abrangente, que implica, entre outros aspectos, desenvolver a habilidade de comunicação. Deste modo, o uso da comunicação como instrumento básico do enfermeiro é um meio utilizado para atender as necessidades do paciente. É pela comunicação que as pessoas podem expressar o que são, relacionar-se, satisfazer suas necessidades. Essa interação pode influenciar o comportamento das pessoas, que reagirão com base em suas crenças, valores, história de vida e cultura(2). Por isso, o relacionamento entre enfermeiro e paciente adquire tanta importância no fenômeno de cuidar. As mudanças no processo de trabalho de enfermagem influenciam a relação entre enfermeira e paciente, a qual, ao longo dos tempos, vem se modificando gradativamente. Com a humanização da enfermagem, o paciente deixou de ser visto