RELA O EDUCA O E SOCIEDADE
Jônathas Cruz
Nesse pequeno texto, pretendemos abordar uma questão fundamental para a compreensão do processo educacional: a relação educação – sociedade. Mais especificamente tentaremos, através dos textos trabalhados em sala de aula, lançar luz sobre a problemática da educação como um meio de conservação do status quo, ou como transformadora da realidade. Para isso, recorreremos basicamente a três dos textos trabalhados em aula: Bárbara Freitag1, Antonio Severino2 e Alberto Noé3.
Tanto Alberto Noé quanto Bárbara Freitag, atribuem a Émile Durkheim o pioneirismo no trato da questão estudada. Para Durkheim, a educação é um processo global, externo ao indivíduo, que se exerce através da família, igreja, escola e comunidade. A educação serve para incluir o indivíduo na sociedade, transmitindo para ele um conjunto de valores, crenças e regras. Cabe às gerações adultas transmitir às novas gerações as suas experiências e sua concepção de mundo. Nesse ponto, Durkheim afirma que o processo educacional é coercitivo, pois se impõe ao indivíduo independentemente de sua vontade.
Através desse processo, o indivíduo assimila e internaliza os valores e as normas da sociedade e, finalmente, as reproduz. Nesse sentido, para Durkheim, a educação atende ao papel de reprodutora da ordem e seus princípios básicos são: continuidade, conservação, ordem, harmonia, equilíbrio.
Seguindo a mesma linha de Durkheim, Talcott Parsons também enxerga a educação como um instrumento de manutenção e reprodução da ordem. No entanto, Parsons e Durkheim diferem no que diz respeito ao caráter coercitivo da educação. Para Parsons, mais que a coerção, a educação atua na forma de complementação, uma vez que tanto o indivíduo quanto a sociedade saem beneficiados.
Essa teoria influenciou de uma maneira significativa a educação no Brasil. Durante anos, a escola brasileira esteve estruturada de acordo com a teoria de Durkheim, ou seja, a escola no Brasil