Reestruturação da indústria brasileira a partir de 1990
Neste trabalho, temos o objetivo de desmistificar o processo de industrialização a partir da década de 1990, em que há indagações sobre uma possível desindustrialização, porém após a leitura deste trabalho será possível entender que não houve de fato um processo de recessão industrial, porém um novo dinamismo se apoderava da economia brasileira, tal dinamismo se baseava no
Consenso de Washington, uma série de diretrizes que objetivavam o desenvolvimento prioritariamente
econômico
da
América
Latina,
e
implicitamente o favorecimento das economias centrais, que não cabe a este trabalho discutir.
Situação econômica no início da década de 1990.
A década de 1990 já começara sofrendo com bombardeios na economia brasileira, um colapso inflacionário assombrava, e a falta de ação eficaz do governo traziam ainda mais pessimismo para o desenvolvimento brasileiro.
Quanto a indústria observa-se, mesmo com o problema inflacionário, havia o crescimento na produtividade industrial.
Tabela 1:
A tabela acima mostra que não ocorreu desaceleração industrial, quando se aumenta a produtividade, há o aumento de bens produzidos. Porém, no transcorrer da década de 1990, um processo de privatizações parciais ocorreu, em que o Estado do Brasil começou ofertar percentuais de suas empresas para a iniciativa privada, diminuindo a figura estatal na economia. O início do processo iniciou em 1991, com a USIMINAS, cabendo ao governo de Minas
Gerais realizar o aporte financeiro.
A posteriori, outras empresas tiveram o mesmo destino, parte de seus papéis acionários se deslocaram para a iniciativa privada, dentre elas a Companhia
Vale do Rio Doce, atual Vale, Companhia Siderúrgica de Tubarão, Empresa
Brasileira de Aeronáutica, EMBRAER, dentre outras. Tal processo de ingresso de capitais privados estrangeiros é considerado aos mais radicais como o início do processo de desindustrialização nacional, indo contrário a política iniciada
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