Projeto de intervenção idoso
O DESAFIO DA PESQUISA SOCIAL
Maria Cecília de Souza Minayo
Ciência e cientificidade
Desde os homo sapiens sempre existiu a preocupação com o conhecimento da realidade. Desde as tribos mais primitivas, às religiões e filosofias tem buscado e sido poderosos instrumentos explicativos do significado da existência individual e coletiva. A ciência é apenas uma forma de expressão dessa busca, não exclusiva, não conclusiva e não definitiva.
Para problemas essenciais, como a pobreza, a miséria, a fome, a violência, a ciência continua sem respostas e sem propostas. O campo científico, apesar de sua normatividade, é permeado por conflitos e contradições. Há aqueles que buscam a uniformidade dos procedimentos para compreender o natural e o social como condição para atribuir o estatuto da ciência ao campo social. Há os que reivindicam a total diferença e especificidade do campo humano.
A interrogação enorme em torno da cientificidade das ciências sociais se desdobre em varias questões. Sendo uma, a possibilidade concreta de tratarmos de uma realidade da qual nós próprios somos agentes.
As ciências sociais hoje continuam como no passado, na pauta de plausibilidade enquanto conhecimento científico. A cientificidade tem que ser pensada como uma ideia reguladora de alta abstração e não como sinônimo de modelos e normas a serem seguidas.
O objeto das Ciências Sociais é histórico, pois cada sociedade humana existe e se constrói num determinado espaço e se organiza de forma particular e diferente das outras. Ela é intrínseca e extrinsecamente ideológica. Essencialmente qualitativo.
As Ciências Sociais, no entanto possuem instrumentos e teorias capazes de fazer uma aproximação da suntuosidade da existência dos seres humanos em sociedade, ainda que de forma incompleta, imperfeita e insatisfatória.
CONCEITO DE METODOLOGIA DE