Produção de mercadorias e modo de produção Capitalista
Na tradição teórica que vem de Marx, está consensualmente aceite que o capitalismo, no último quartel do século XIX, experimenta profundas modificações no seu ordenamento e na sua dinâmica econômicos, com incidências necessárias na estrutura social e nas instâncias políticas das sociedades nacionais que envolvia. Trata-se do período histórico em que ao capitalismo concorrencial sucede o capitalismo dos monopólios. Articulando o fenômeno global que, especialmente a partir dos estudos Lenineanos, tornou-se conhecido como estágio imperialista. E é também consensual que “ o período do imperialismo clássico(situa-se) entre 1890 e 1940.
As profundas modificações sofridas então pelo capitalismo que , enquanto tendências, foram objeto da prospecção teórica marxiana. O capitalismo monopolista recoloca, em patamar mais alto, o sistema totalizante de contradições que confere à ordem burguesa os seus traços basilares de exploração, alienação e transitoriedade histórica, todos eles desvelados pela crítica marxiana. O que importa observar e destacar com a máxima ênfase é que a constituição da organização monopólica obedeceu à urgência de viabilizar um objeto primário: o acréscimo dos lucros capitalistas através do controle dos mercados. Na prossecução da sua finalidade central, a organização monopólica introduz na dinâmica da economia capitalista um leque de fenômenos que deve ser sumariado a)os preços das mercadorias(e serviços) produzidas pelos monopólios tendem a crescer progressivamente, b) as taxas de lucro tendem a ser mais altas nos setores monopolizados, c) a taxa de acumulação se eleva, acentuando a tendência descendente da taxa média de lucro e a tendência ao subconsumo, d)o investimento se concentra nos setores nos setores de maior concorrência, uma vez que a inversão nos monopolizados torna-se progressivamente mais difícil (logo, a taxa de lucro que determina a opção no investimento se reduz);