Português para convencer
Português para convencer
Capítulo 1 - Como não se deve escrever
- Para o advogado, tudo é linguagem.
Cada profissão possuí o seu tipo de linguagem, seja na área da Medicina, da Psicologia ou até mesmo do Direito. O português usado em cada uma delas é facilmente identificado pelo mesmo ao exercê-las. Dentro disso, ocorre a chamada ambiguidade que sempre deve ser evitada nesse contexto.
- A linguagem do advogado.
Para o advogado a linguagem é o fator mais importante, pois é o único instrumento de que ele dispõe para tentar convencer, refutar, atacar ou defender-se. Sendo assim uma linguagem mais complexa do que a de um médico ou de um psicólogo.
É na linguagem do direito que se concretizam as leis, as petições, as sentenças ou as mais ínfimas cláusulas de um contrato. Em virtude disso, o profissional de direito precisa então conhecer os principais recursos do idioma.
- Organização, clareza e precisão.
Esses três componentes exigem que o advogado seja um usuário privilegiado da língua portuguesa, fazendo com que ele conheça as sutilezas semânticas, as ramificações etimológicas e a variada gama de estruturas sintáticas que a língua desenvolveu para caracterizar ênfases, ressalvas e atenuações.
O advogado precisa acima de tudo, escrever de maneira organizada, clara e precisa, tanto para se fazer entender como para evitar a mal interpretação.
- O advogado tem a obrigação de escrever bem.
Para atingir o seu principal objetivo, que é convencer o leitor, o profissional de Direito deve ser capaz de escrever bem. Mas muitas vezes, apesar da necessidade de ser claro e persuasivo, é exatamente ele o profissional liberal que produz textos obscuros e pomposos.
- O vocabulário técnico.
Em partes, o advogado não deve abandonar os indispensáveis vocábulos técnicos da área jurídica.
O advogado deve usar sim os vocabulários do Direito, mas é sempre bom ressaltar que o emprego dessa terminologia não