Plano de trabalho
PLANO DE TRABALHO
PARA USO DA PPPG
Processo nº
1 – Identificação
Aluno(a)
Departamento
Laise dos Santos de Jesus
DCHF
Orientador(a)
Departamento
Juliana Barreto Farias
DCHF
Título do Projeto do orientador(a)
Sob o governo das mulheres: Casamento e divórcio entre libertos africanos da Costa Ocidental no Rio de Janeiro e em Salvador ( 1790-1860)
Número da resolução CONSEPE: 111/2014
Título do Plano de Trabalho do aluno(a)
Casamentos de africanos na Conceição da Praia – Salvador (1800-1830)
Palavras-chave (máximo de 5)
Salvador, casamentos, libertos, africanos.
Introdução e Justificativa (Situar o trabalho no contexto de sua área de conhecimento – máximo 2.500 caracteres)
Pode-se observar que há especificidades nos casamentos católicos que se realizavam entre os libertos africanos. Em diferentes regiões do Brasil, várias situações eram levadas em consideração no momento de casar. Questões financeiras eram importantes, incluindo o patrimônio que os cônjuges teriam adquirido com o tempo, como bens ou escravos. E até mesmo a capacidade ou “potência de trabalho” de uma quitandeira. Sem contar os fatores socioculturais, como o pertencimento a um mesmo local de nascimento ou as relações étnicas e religiosas estabelecidas deste lado do Atlântico.
Embora existam diferentes trabalhos sobre os casamentos de escravos e libertos na Bahia dos séculos XVIII e XIX, a exemplo dos estudos das historiadoras Kátia Mattoso, Maria Inês Cortes de Oliveira, Isabel Reais e Adriana Reis, a documentação eclesiástica – que inclui, entre outros, registros de casamentos, batismos e óbitos – ainda não foi plenamente explorada. Assim, o objetivo deste plano de trabalho é investigar os motivos que levavam os africanos forros – de diferentes procedências – a contraírem um matrimônio católico na freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, região de forte presença africana na cidade de Salvador, entre os anos de 1800 e 1830. O que o casamento