Planejamento de aula de história
JUSTIFICATIVA DA DISCIPLINA:
Durante o século XIX e parte da primeira metade do século XX, a história narrativa e empírica foi à tônica das concepções historiográficas e dos estudos da área. Dentro dessa linha, duas preocupações básicas eram levantadas: a História dos povos deveria ser escrita como realmente aconteceu; as épocas e os indivíduos tratados deveriam ser vistos pelos olhos de seu próprio tempo, num grande esforço de objetividade. Essa concepção de história ficou conhecida como Positivismo Historicista. Tal tendência pretendeu imprimir à história um caráter cientifico equivalente ao das chamadas Ciências Exatas. Contudo, ainda nas primeiras décadas do século XX, em vários países da Europa, começa um movimento em sentido contrario a esse modelo historiográfico, visto como meramente político e factual.
Contrariando essa forma de ver a História, surge na França em 1929, a revista Analles, fundada por Marc Bloch e Lucien Febre, que defendem uma história total, onde toda a sociedade estivesse representada com suas emoções, paixões, medos, etc. A próxima geração dos Anais do final da década de 40, tem em Fernand Braudel seu maior expoente. Será Braudel o responsável pela introdução dos conceitos de longa e curta duração, numa afirmação de que na História, o tempo não é homogêneo, ou seja, certos fenômenos se transformam rapidamente, outros se arrastam por milênios.
No inicio dos anos 60, uma terceira geração dos Anais, marcada tanto por Bloch, Febre e Braudel vai preocupar-se, sobretudo com aqueles fenômenos que mudam pouco, como por exemplo, o sexo, as práticas mágicas, o medo, a morte, etc. È essa tendência que se costuma chamar de Nova História.
Fora da França, essa tendência historiográfica sofreu diferentes influências e adaptações. Na Inglaterra, por exemplo, se desenvolveu uma historiografia do cotidiano e das práticas sociais que busca inspiração tanto na Antropologia Britânica do séc. XIX quanto na concepção