Papel do embrião na implantação
As baixas taxas de implantação encontradas na literatura mundial podem ocorrer por vários fatores. Esses fatores que contribuem para que ocorra a gravidez podem ser agrupados em fatores dependentes do embrião, fatores uterinos e fatores dependentes da técnica de transferência embrionária.
Apesar das técnicas de reprodução assistida de alta complexidade estarem permitido o estudo das fases iniciais do desenvolvimento embrionário, o processo de implantação embrionária apresenta muitos pontos obscuros. Aumentar as taxas de implantação por embrião transferido tem sido sem dúvida, o maior desafio da Medicina Reprodutiva. Para que isso ocorra é necessário que haja uma boa qualidade embrionária (onde a melhor fase embrionária e classificação embrionária são muito importantes) e um bom preparo endometrial (receptividade uterina, controle com ultra-som e suporte da fase lútea).
O embrião é capaz de se fixar em diferentes locais de superfície e em variados ambientes, já o endométrio aparentemente é mais seletivo, permitindo a implantação somente dentro de um breve período de tempo, é o que chamamos de “janela de implantação”. Em ciclos naturais ela está presente por volta do 19º dia e o seu fechamento no 21º dia. Sabemos que esse período de receptividade é diferente nos ciclos naturais dos ciclos induzidos.
O processo envolve a aposição e a adesão do embrião no endométrio (Fig.1), a travessia de uma série de células por prolongamentos celulares e culmina com a invasão do estroma endometrial e é mediado por uma grande variedade de moléculas. Esse diálogo molecular que ocorre na implantação do concepto no endométrio envolve interações célula-célula, célula-matriz extracelular (MEC), mediada por lectinas, integrinas, enzimas que degradam a MEC e seus inibidores, prostaglandinas e uma grande variedade de fatores de crescimento, citoquinas, peptídeos angiogênicos seus receptores e proteínas moduladoras. É sabido que cada um