Novas diretrizes da ressuscitação cardiopulmonar
Em 18 de outubro de 2010 a American Heart Association (AHA) publicou as novas diretrizes da ressuscitação cardiopulmonar. O novo primeiro passo consiste na modificação do formato anterior que usava o ABC (vias aéreas, insuflações e compressões) para CAB (compressões, vias aéreas e insuflações). Isso quer dizer que desde então, a RCP preconiza como primeiro passo as compressões torácicas, ao invés da abertura das vias aéreas seguidas de insuflações, como era feito anteriormente. Essas novas diretrizes se aplicam a adultos, crianças e bebês, excluindo somente os neonatos.
Acredita-se que a forma antiga (ABC) estava atrasando as compressões torácicas, manobra que deve ser realizada o mais rápido possível enquanto o sangue ainda estiver bem oxigenado e consequentemente salvar vidas. A nova RCP preconiza que: * As compressões torácicas devem ser de no mínimo 100/min. O texto anterior falava de cerca de 100/min. Elas devem ser vigorosas para afundar pelo menos 5 cm o peito de adultos e crianças e 4 cm o de um bebê. * Para abertura das vias aéreas deve-se reclinar a cabeça do indivíduo para trás erguendo o queixo da vítima. * Pince o nariz da vítima e aplique duas insuflações boca a boca com duração de um segundo cada. * Continue aplicando as compressões e insuflações na proporção de 30 compressões para duas insuflações, até o resgate chegar. * Pressão cricoide – Não se recomenda mais o uso rotineiro da pressão cricoide. Estudos mostraram que a pressão cricoide pode impedir ou retardar a colocação de uma via aérea permanente. * Ênfase nas compressões torácicas – as compressões são enfatizadas para profissionais de saúde treinados ou não. Caso a pessoa que for realizar a RCP não tenha um treinamento, ela deverá preconizar o atendimento de emergência com compressões fortes e rápidas, no centro do tórax. Para a equipe treinada, a aplicação de compressões torácicas associadas a