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"Na noite de núpcias e após a relação sexual, ela sofreu hemorragia e ruptura uterina, que causaram sua morte", informou Arwa Othman, da Casa de Folclore do Iêmen à Reuters. A garota chegou a ser levada para uma clínica, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ativistas de direitos humanos querem que o homem e a família da menina sejam responsabilizados. Os detalhes do caso permanecem obscuros, e autoridades negam que o caso tenha acontecido.
Um conselheiro da ministra de Direitos Humanos, no entanto, garantiu que uma investigação será feita e que os culpados serão levados à Justiça. Dois residentes médicos disseram para a Reuters que o incidente aconteceu, e que os chefes tribais tentaram impedir que o caso fosse denunciado à polícia.
O casamento com menores é permitido pelas leis do país. Apesar da ministra Mashhour pedir uma lei que aprove uma idade mínima para casamentos no país, o analista de assuntos árabes da BBC, Sebastian Usher, disse que acha improvável que uma nova legislação seja aprovada.
Esse tipo de casamento no Iêmen chamou atenção internacional em 2010, quando uma jovem de 13 anos também morreu de hemorragia após a lua de mel com um homem de 26 anos.
A ONG Human Rights Watch afirma que cerca de 52% das meninas no Iêmen se casam antes dos 18 anos, e 14% antes dos 15.